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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Posso “cutucar” o cantinho da minha unha?

DÚVIDAS E MITOS

Muitas pessoas gostam de pedir para que a manicure tire todos os cantinhos das unhas, ou até mesmo, que cutuque para ver se ficou algo para trás. Mas será que essa técnica é prejudicial para a saúde da unha? A podóloga, Michele Almeida, tira essa e outras dúvidas sobre como se deve mexer nas unhas.

Devemos pedir para que a manicure mecha nos cantinhos das unhas?
Não, porque esse tipo de manipulação pode ocasionar uma lesão. Às vezes se estiver apenas vermelhinho já pode ter acontecido uma infecção provocada por bactérias, por exemplo.

A manicure pode tentar resolver meu problema de unha encravada?
De forma alguma, o trabalho da manicure é o de embelezamento, da limpeza. Quando a pessoa já tem um problema como unha encravada, ou já tem a curvatura mais acentuada devido ao modo de pisar, ai exige um tratamento mais sério, com a podóloga, e o tratamento com a fibra. Tem que ser com os materiais especiais, nunca com o palitinho e nem com o pauzinho de laranjeira. Isso porque a manicure pode ocasionar uma lesão perto da matriz da unha, mesmo que não sangre, iniciando um processo inflamatório, se essa pessoa for diabética, então o risco é muito grande, porque pode obrigar a uma amputação. Todo ferimento é uma porta para infecção.

Mexer nos cantinhos pode ocasionar uma unha encravada?
Sim. Infelizmente aqui no Brasil se tem a cultura que uma unha bonita é aquela que tem a cutícula funda, mas isso é na verdade uma unha sem saúde, e uma unha que não tem saúde não pode ser bonita. Tentar tirar essa cutícula funda, ou cortar os cantinhos, pode fazer com que uma unha saudável passe a ser encravada, já que ela perde toda a estrutura unguial, fazendo também que a unha se torne quebradiça, opaca.

O tratamento para unha encravada é demorado?
Ele é em média de 5 a 8 meses. Fazemos a correção com a fibra que tem o poder de tração parecido com o do aparelho bucal do dentista. Trocamos essa fibra todo mês para mudar o formato da unha, e para que ela cresça saudável sem voltar a encravar.

O que mais pode ocasionar a unha encravada?
Pisar errado pode fazer com que a unha se torne encravada. Porque ela é formada lá no fundo, se a pessoa fizer mais pressão de algum lado, pode moldar a unha e ocasionar o encravamento. Há a possibilidade também de que ela seja congênita, ou seja, por causa dos genes a pessoa tem a unha encravada, ela já foi formada assim.

DICA IMPORTANTE: “Acho que é importante que a cliente não peça para a manicure tirar esses cantinhos, porque ela já é bem consciente, sabe o que é o trabalho dela. E ela se especializa nisso, na parte dos esmaltes, de cutilar. Mas acontece que às vezes o cliente não sabe diferenciar o que é trabalho de quem e acha que a manicure só é boa quando cutuca, mexe nos cantinhos ou cutila fundo, e a manicure sabe que ela não deve mexer. Eu acho que as profissionais estão bem conscientes disso, cabe mesmo às clientes não pedirem” alerta Michele.

UM CASO REAL
O tratamento com a podóloga não causa dor e pode evitar grandes problemas, como o enfraquecimento da unha e grande sofrimento com o encravamento. Esse é o exemplo de Naiara Fernandes, terapeuta capilar, que tirou o cantinho com uma manicure e depois de três dias já havia um processo inflamatório. 15 dias depois ela procurou um podólogo que verificou que o problema já estava grande, porque havia gangrena no dedo e alguns trechos da pele já estavam mortos.
O tratamento com a podóloga impediu a progressão da inflamação, mas devido à medicação que ela estava tomando a cicatrização não acontecia. Como o podólogo não tem conhecimento do uso de algumas substâncias ela foi orientada a procurar um médico, que arrancou uma camada do dedo e por sorte não teve que passar uma segunda cirurgia para retirar a outra parte.
O procedimento podológico foi perfeitamente aplicado, porém a substância que ela fazia ingestão prejudicou o tratamento. A manicure não possui esse tipo de conhecimento; sem o pré tratamento com o podólogo ela poderia ter seu dedo amputado. Hoje a circulação do dedo voltou ao normal e Naiara perdeu a unha, que ao crescer novamente, dificilmente voltará a ser como era.

Matéria publicada na revita informativa do Cabelo & Cia de dezembro
















quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Equipe unida no combate à insônia

A todos aqueles que passam noites inteiras sem dormir! Dicas pra vocês! Aproveitem...

Médicos, enfermeiros, dentistas e farmacêuticos se reuniram na última terça-feira (19) para se informarem sobre a nova publicação do Comitê Científico de Seleção, Padronização e Estudos de Utilização de Medicamentos, no que diz respeito à insônia. Ela é uma doença que acomete de 30 a 50% da população mundial e é caracterizada pela dificuldade de começar ou manter o sono. O encontro aconteceu no auditório da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA).
De acordo com a referência técnica em Assistência Farmacêutica e membro do comitê, Thais Bueno, a reunião aconteceu para repassar a todos os profissionais de saúde as novas abordagens para o tratamento da doença. A principal mudança diz respeito ao medicamento indicado para os pacientes com insônia. O medicamento fitoterápico Valeriana officinalis poderá ser indicado pelos médicos a partir da próxima semana e já estará disponível na farmacinha municipal.
Ele é um composto feito por plantas e será indicado para quem tem dificuldade inicial no sono. “Apesar dessa mudança frisamos que o remédio deve ser a última tentativa para se combater a doença. Primeiro devem ser utilizadas técnicas para a higiene do sono, como as técnicas de relaxamento” destacou Thais.
Bueno disse ainda que é importante que não só o médico conheça essas técnicas, já que a queixa da insônia acontece em todas unidades, inclusive no consultório do dentista. “Não tem como ele prescrever o medicamento, mas pode abordar todas as questões do sono com o paciente” informou a referência técnica.
A apresentação foi feita através de uma abordagem lúdica com a escritora Terezinha Fonseca, que irá lançar o seu mais recente livro “O Sono Perdido” e com o médico neurologista especialista em Neurofisiologia Clínica e em Medicina do Sono, Alexandre do Amaral, que explicou as especificidades do 22° boletim informativo da insônia. Também foi distribuído um boletim impresso para que cada profissional possa fazer essa abordagem na sua unidade de saúde.

Insônia
A insônia é uma dissonia que pode ser definida como dificuldade em iniciar e/ou manter o sono, presença de sono não reparador ou seja, insuficiente para manter uma boa qualidade de alerta e bem estar física e mental durante o dia, com comprometimento do desempenho das atividades diurnas. Ela pode estar associada a diversas condições como transtornos respiratórios, dos movimentos periódicos dos membros, síndrome das pernas inquietas, bruxismo, entre outros.

Parassonias
São alterações comportamentais ou fisiológicas que ocorrem em diferentes momentos do sono e formam o segundo maior grupo de transtornos do sono. São exemplos de parassonias: sonambulismo, terror noturno, pesadelos, bruxismo, entre outros.
Técnicas para melhorar a qualidade do sono:
- Não comer muita comida antes de dormir
- Procurar não fazer atividades que te agitem antes de dormir
- Ir deitar somente quando estiver com sono
- Ter uma atividade física durante o dia
- Evitar consumir bebidas estimulantes (café, coca cola) muito próximas a hora de dormir
- Evitar usar o computador e a televisão até tarde por causa da luz
- Deitar-se e levantar-se todos os dias na mesma hora
- Evitar dormir durante o dia
- Não usar álcool e não fumar antes de ir para a cama

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Divinópolis reduz índices de Meningite após implantação da vacina meningocócica C

Minas Gerais foi o estado pioneiro na vacinação gratuita de menores de dois anos contra a meningite meningocócica C no final do ano passado. De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS) no ano passado foram 160 registros da doença e nesse ano até o momento foram apenas 38. Em Divinópolis os índices também são satisfatórios, já que no ano passado foram 4 casos e neste ano foram apenas 2.
A redução no estado chega a 76,25% após a aplicação da vacinação gratuita para menores de dois anos. O exemplo de Minas Gerais será seguido no país apenas a partir desse segundo semestre.
De acordo com o epidemiologista, Osmundo Santana Filho, é comum alguns casos de meningite nessa época do ano já que as pessoas costumam se aglomerar e fechar a casa e os locais de trabalho. Apesar disso, a vacinação é muito importante para que esses índices sejam pequenos.
O início da vacinação contra a meningite meningococos C foi no final de 2009, desde então foram aplicadas 4.494 doses. A vacina contra a meningite pneumococo também começou a ser disponibilizada no ano passado e já foram aplicadas 4.673 doses neste ano. Esse número de doses permitiu a diminuição de 50% dos casos de meningite em Divinópolis, passando de 4 no ano passado, para 2 neste ano. Em 2007 haviam sido 15 casos.
Apesar da extensa proteção que a vacina oferece, Osmundo frisou que é necessário que os responsáveis da criança estejam atentos aos sintomas já que existem 13 sorotipos que podem provocar a doença. “Então apesar de tomar todas as vacinas ainda há possibilidade de que qualquer um tenha meningite, ainda não existe vacina para todos os tipos” explicou.
A meningite, dependendo da demora do atendimento, pode deixar seqüelas como surdez parcial ou total, dificuldade de aprendizado, etc.

A doença
Segundo o epidemiologista meningites são doenças ou inflamações das meninges, que são as membranas que recobrem o cérebro ou a medula espinhal. São doenças graves e podem ser causados por diversos tipos de agentes, como bactérias, vírus ou fungos. A transmissão é por via respiratória, como por exemplo, da meningite meningocócica, talvez a que a população mais tema. É necessária internação hospitalar para tratamento.
Osmundo afirmou que no período de inverno é comum que a incidência de casos aumente porque tendência é as pessoas passarem mais tempo em ambientes fechados e de manterem as casas ou ambiente de trabalho sem ventilação.
Em saúde pública as principais meningites são: meningite meningocócica, que é transmitida pelo meningococo, (tem sua importância exatamente porque tem potencial para provocar epidemias de grande extensão); meningite tuberculosa, que é causada pelo bacilo da tuberculose; a transmitida por hemófilos e por pneumococos, porque levam a um grande número de óbitos dado a sua grande letalidade; e as virais que cursam de maneira benigna.

Vacinas
Para Osmundo, para a prevenção das meningites a melhor forma ainda é a vacinação. Para alguns tipos da doença já existem vacinas no Programa Nacional de Vacinação, como a Tetravalente que tem na rede pública e que protege contra a difteria, tétano, coqueluche e doenças causadas por hemófilos. Outra é a Triviral que protege contra caxumba, rubéola e sarampo, que também protegem contra as meningites que podem advir da complicação da caxumba.
A tradicional vacina BCG aplicada nos primeiros dias de vida do bebê, que protege contra formas graves de tuberculose, também previne a criança da meningite tuberculótica. “A observância criteriosa do cartão de vacina em dia é importante medida preventiva contra os diversos tipos de meningite” afirmou Osmundo.
Santana acrescentou que o SUS (sistema único de saúde) tem diversos recursos de prevenção disponibilizados, mas a população não está usando bem. “Existem outras doenças além das meningites que tem vacina nos postos e não estão com cobertura adequada. Eu citaria a vacina contra a hepatite B, que é disponível para a população de 0 a 20 anos, mas a cobertura é muito baixa. É uma doença grave, que pode levar a morte, e é transmitida por via sexual” alertou Osmundo.

Sintomas da doença:
- Febre alta
- Dor de cabeça intensa
- Vômitos
- Prostração
- Em crianças mais novas às vezes esses sintomas não ficam tão evidentes, neste caso deve-se observar que a criança fica gemendo e fica irritadiça.
- Rigidez de nuca (sente dor quando flexiona)
Osmundo afirmou que este último talvez seja o sintoma determinante na hora de detectar a doença. “O diagnóstico tem que ser feito por um médico, todos devem evitar a automedicação já que a meningite é uma doença infecciosa e pode se confundir com outras” acrescentou.

Formas de prevenção:

- Garantir uma correta assistência médica aos doentes, porque ela deixa de ser uma forma de transmissão.
- Fornecimento de medicamento para aqueles que têm um contato mais próximo com o doente.
- Manter uma boa higiene da alimentação, com alimentos ricos e diversificados.
- Manter uma boa higiene da habitação, com local bem ventilado, arejado e que permita a entrada de luz solar.
- Evitar aglomerações em ambientes fechados.
- Manter uma boa higiene corporal, lavando as mãos frequentemente.
- Prática de atividade física.
- Evitar o uso do cigarro.
- Manter os cartões de vacinação em dia.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

ANS anuncia mais 70 procedimentos no plano de saúde

No dia 12 a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) anunciou mais 70 novos procedimentos que serão obrigatórios nos planos de saúde. Além disso, ela aumentou o número de consultas para fonoaudiólogo, nutricionista, terapeuta ocupacional e psicólogo. A obrigatoriedade valerá para planos de saúde contratados a partir de 1999 e valerá a partir de 7 de junho.

De acordo com matéria publicada no Globo, transplante de medula, com a medula de terceiros, terá que ser coberta por qualquer plano de saúde. O PET-Scan (exame para diagnóstico precoce de câncer), o teste do olhinho, teste de HIV rápido para gestantes e oxigenoterapia hiperbárica são exemplos de procedimentos que também entraram na lista.
O número de consultas obrigatórias de fonoaudiólogo subiu de 6 para 24 por ano, de nutricionista de 6 para 12, de terapia ocupacional passou de 6 para até 40 e de psicólogo, de 12 para 40.

De acordo com o superintendente da UNIMED, Fausto Varela, os planos de saúde geralmente não dão uma cobertura maior do que a ANS obriga porque isso subiria muito os preços e os clientes preferem os planos mais baratos. Ele ainda afirmou que a unidade já cobria consultas ao fonoaudiólogo, ao terapeuta ocupacional e ao psicólogo, mas o limite era menor.

Fausto disse que o mais caro será o transplante de medula óssea “Esse procedimento custa em torno de R$80.000,00. Assim como ele, outros procedimentos incluídos também são muito caros”.

Entre os 70 novos procedimentos, 20 são na área de odontologia.

Segundo o diretor-presidente em exercício, Alfredo Cardoso, ainda não é possível estimar o aumento de custo das operadoras com a nova cobertura. Na última vez que a lista foi atualizada, em 2008, com a inclusão de mais de cem medidas, o reajuste ficou um ponto percentual maior do que se fosse contabilizado apenas o aumento dos custos já cobertos. No ano passado, o reajuste para os planos individuais foi de 6,76%.

Fausto ainda observou que somente no ano que vem é que o valor dos novos procedimentos será acrescentado aos planos de saúde. “As medidas ainda não estão valendo, portanto não sofremos nenhum impacto. A partir de junho, quando a medida entrar em vigor, veremos o quanto precisaremos aumentar, estamos numa fase de estudo de impacto” finalizou.

As novas regras foram publicadas no diário oficial da união e passam a valer no dia 7 de junho, e a lista será atualizada a cada dois anos. Essa é quarta atualização desde 1998, quando a lei entrou em vigor.

Matéria publicada no Jornal Gazeta do Oeste