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terça-feira, 2 de agosto de 2011

O que nós Jornalistas somos...

Hoje, um grande amigo me explicou o que nós, jornalistas, somos e sinto que posso dizer que cada ponto é verdadeiro:

Não passeia, viaja a trabalho;

Não conversa, entrevista;

Não faz lanche, almoça em horário incomum;

Não é chato, é crítico;

Não tem olheiras, tem marcas de guerra;

Não se confunde, perde a pauta;

Não se acha, ele já é reconhecido;

Não influencia, forma opinião;

Não conta história, reconstrói;

Não omite fatos, edita-os;

Não pensa em trabalho, vive o trabalho;

Não vai à festas, faz cobertura;

Não acha, tem opinião;

Não fofoca, transmite informações inúteis;

Não pára, pausa;

Não mente, equivoca-se;

Não chora, se emociona;

Não some, trabalha em off;

Não lê, busca informação;

Não traz novidade, dá furo de reportagem;

Não tem problema, tem situação;

Não tem muitos amigos, tem muitos contatos;

Não briga, debate;

Não usa carro, mas sim veículo da redação;

Não é esquecido, é eternizado pela crítica;

Não morre, coloca um ponto final.

Thiago Quirino - Jornalista de coração

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Análise crítica de capas

Neste post farei uma análise crítica sobre as capas dos principais jornais no dia da tragédia em Realengo. Em que 12 crianças foram mortas por um homem que invadiu a escola no Rio de Janeiro.


O jornal não fugiu do seu projeto editorial ao elaborar essa capa. Apesar de falar de um assunto impactante, sua capa não chocou e nem foi sensacionalista. Os elementos foram dispostos com uma ordem regular, que acompanha o olhar, e as cores foram bem trabalhadas. A escolha do vermelho é a tradicional, mas foi bem usada por não haver excessos.



A capa desse jornal foi uma das mais comentadas como a melhor publicada por traduzir exatamente o sentimento dos brasileiros: 190 milhões de feridos. Outros elementos auxiliaram nessa escolha: boa disposição do texto, um diferencial na capa que é a carta do assassino, sabedoria no uso das cores, apenas uma foto realmente chocante e atenção total ao tema. A capa deste dia segue os padrões do Diário, que é um dos mais antigos no país e tem muito a ensinar.

Esse jornal tem por característica ser um exemplo a ser seguido por todos os outros, mas dessa vez apostou um pouco no sensacionalismo, através de imagens fortes como o do assassino morto e o das crianças dentro da ambulância. Apesar disso, o projeto causa inveja a outros meios já que sabe usar bem o recurso de disposição de fotos e principalmente do uso correto das cores, como o vermelho que choca, mas sem excessos. Chama atenção também a criatividade no título da chamada.

Foge do padrão dos jornais populares no que diz respeito ao sensacionalismo através das frases, como se o jornal já tivesse toda a vida do assassino em mãos. Apesar disso, surpreende por usar apenas uma foto do assassino, e não das crianças mortas. Utiliza três cores, mas com sabedoria, sem excessos. Vale ressaltar que é característica do jornal ser um pouco diferente dos populares, por se valer de recursos criativos.

O jornal procurou mostrar de forma mais leve sua indignação sem “cansar” o leitor. Apesar de o assunto ser a única manchete do dia, e apresentar um desenho infantil, impacta pela originalidade e pelo assunto, que foi tema de várias outras discussões regionais. É uma diagramação leve, que combina com o projeto gráfico. Ele possui um colorido que não incomoda os olhos e contrasta com a única palavra escrita em vermelho.

Galera, comentem ai e me digam o que acham. Concordam com as minhas opiniões???

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Dez dicas para uma boa cobertura de carnaval:

1. Seja na avenida, num baile de salão ou atrás de um trio elétrico, tente fugir das perguntas óbvias quando for entrevistar um folião. Pelo amor de Deus, nada de “muita emoção?” ou “curtindo o carnaval?” ou ainda “e essa energia tem hora pra acabar?”.

2. Evite os personagens manjados, como o gari que samba feliz; o rapaz que sofre para empurrar o carro alegórico, mas faz isso pelo amor à escola de samba; ou a tiazinha gorda na arquibancada do sambódromo que não perde o pique apesar da chuva.

3. Entrevistar um carnavalesco não é missão fácil. Para se ter uma dimensão da encrenca, esse povo tem o ego maior do que o de nós, jornalistas. Seja cauteloso nas perguntas para não magoá-lo e correr o risco de presenciar um dos maiores pitis de sua vida.

4. Se for entrevistar (sub)celebridades em bailes, na concentração ou em camarotes de cervejaria, cheque o nome da pessoa antes de entrar ao vivo na TV. E fale apenas com gente interessante. Não caia naquela lorota dos “projetos artísticos sigilosos”.

5. Não se revolte se esbarrar numa Carla Perez trabalhando como repórter ao seu lado. Pensamentos ruins, como “nosso diploma não vale nada mesmo” ou “poderia ter gastado a grana da faculdade numa lipo”, vão atrapalhar a sua concentração.

6. É fundamental ter cuidados com a voz. Fazer perguntas gritando, em meio ao barulho, deixa qualquer um rouco. Neste caso, não é considerada prática antiética levar a boca para bem perto da orelha do entrevistado. Mas sem enfiar a língua, ok?

7. Prepare-se para todo tipo de adversidade – chuva, sol, altos decibéis de música sem parar, cheiro insuportável de mijo nas ruas, cantadas de baixo nível e, claro, piadinhas como “aí, jornalista, trabalhando no carnaval! Se fodeu, hein?”.

8. No dia da apuração do bloco especial, é conveniente trabalhar com protetores de cabeça e maxilar (como os de pugilistas). Apuração é sempre aquela briga e tumulto de repórteres querendo falar com o presidente da escola campeã ou rebaixada.

9. Se você odeia samba ou axé, cobrir o carnaval ouvindo rock no MP3 player é uma ótima dica. Só não esqueça de tirar os fones do ouvido na hora de uma entrevista. Uma desintoxicação pós-festa (não ouvir Ivete Sangalo durante a quaresma) também é uma boa.

10. Se você é casado e terá de trabalhar os quatro dias, nada de ficar ligando pra casa a todo o momento pra saber se sua mulher ou seu marido está se comportando. Relaxe! E por que não prestar atenção naquela diabinha safada ou no bombeiro musculoso? Afinal é carnaval.

Duda Rangel, o mestre das crônicas


















sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

As verdades absolutas mais relativas da imprensa

Jornalista escreve corretamente.

Toda jornalista de TV precisa ser bonita. (vejam a Miriam Leitão)

A grande imprensa é livre e independente.

O sindicato está empenhado em defender a categoria.

Jamais trabalharei como assessor de imprensa!

Jornalista cultural é tudo viado.

Jornalista esportivo não pode torcer pra time de futebol.

O jornalismo é um mundo encantado, cheio de glamour.

A área comercial não interfere na área editorial.

Só notícia ruim vende jornal. (a péssima também)

A faculdade de jornalismo forma jornalistas.

Por Duda Rangel (acompanhe: http://desilusoesperdidas.blogspot.com)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Sete passos para um jornalista ambientalmente responsável

O planeta está cada vez mais ameaçado e é preciso parar de colocar tudo na conta do peido da vaca. Nós, jornalistas, também podemos contribuir para salvar o meio ambiente. Que tal fazermos a nossa parte? A seguir, sete propostas do blog.

1. Seria assinado um protocolo com o objetivo de reduzir a emissão de gases poluentes. Os jornalistas deveriam, num prazo de cinco anos, diminuir em 20% o consumo de calabresa apimentada, torresminho e carne seca com mandioca.

2. Os diplomas, que não valem mais nada, deveriam ser impressos pelas faculdades em papel semente. Tão logo o jornalista recebesse o seu certificado e chorasse abraçado aos pais, deveria picá-lo e plantar os pedacinhos em um vaso qualquer.

3. Seria criada uma reserva alcoológica para proteção do jornalista-que-bebe-pra-cacete-da-barriga-redonda, espécie ameaçada de extinção pelo jornalista-nerd-que-só-toma-suco-de-lichia-do-rabo-malhado.

4. Com o intuito de promover o uso racional da energia, os pescoções, nas madrugadas de sábado, passariam a ser realizados à luz de velas. As velas, juntamente com a pizza e o vinho safado, ainda garantiriam um clima de romantismo ao ambiente.

5. Para evitar as queimadas descontroladas, o consumo de maconha seria restrito às festinhas entre amigos uma única vez na semana. E, em um amplo programa de compensação ambiental, para cada baseado fumado, o jornalista deveria plantar um novo pé em sua casa.

6. Incentivo ao descarte seletivo do lixo jornalístico. Você sabia que uma coluna do Diogo Mainardi jogada num rio leva centenas de anos para se decompor? Em cestos plásticos azuis, por exemplo, seriam depositadas matérias sobre celebridades. Nos verdes, resenhas de jogos de futebol. Nos vermelhos, matérias com economistas fazendo projeções furadas.

7. Seria instituído o Dia Mundial Sem Carro de Reportagem. E também o Dia Mundial Sem Destruir a Planta que Fica ao Lado da Máquina de Café de Tanta Raiva pela Folga Cassada pelo Editor. E, claro, o Dia Mundial Sem Releases Tóxicos.

De: Duda Rangel

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Grandes possibilidades para o jornalismo empresarial

Comecei este blog através de uma ideia que cresceu e virou um grande projeto de vida, além de um excelente portifólio. A ideia inicial era informar os novos jornalistas (chamados de foca, e por isso o nome do blog) sobre os desafios e os melhores rumos. Seguindo esta ideia aí vai um texto sobre o mercado que eu enxergo atualmente.

O mercado comunicacional de Divinópolis está longe dos mercados dos grandes centros que além de estarem saturados já vivenciam o jornalismo empresarial. Este começa a chegar na cidade e a ganhar o seu espaço.
Grandes empresas daqui começaram a contratar aqueles jornalistas que se destacam na sua área ou que tem um grande Q.I. (Quem indica). Uma das primeiras empresas foi a Patmoss que contratou Jéssica Ramos que está quase se formando mas já mostra um trabalho incrível a frente do Salão Cabelo & Cia. Outra empresa a sair na frente é a Cedro Seguros que atualmente está com um grande profissional da área, Davidson Ferreira, que atuou por vários anos na frente da TV Pitágoras.
Outras empresas seguindo os exemplos das apresentadas acima se interessam cada vez mais em divulgar os seus produtos através de ações que não "sujam" a cabeça dos clientes. Outdoors, busdoors e propagandas em geral estão enchendo a cabeça daqueles que se informam diariamente. A saída agora é encontrar meios de destacar a empresa sem forçar a sua publicidade.
O mercado está cheio de clientes em potencial para você foca, que pode e deve correr atrás de um emprego seguro e sem grandes emoções como é o jornalismo de campo. As vantagens são: o salário que, sem dúvida, é muito maior, e a garantia de saídas nos horários previsto. A desvantagem é a fuga do jornalismo para muitas vezes o que chamamos de uma publicidade disfarçada em formas de matérias. A escolha é sua e o mercado está aberto para quem quer crescer!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Não existem apolíticos, todos nós somos políticos!

A política é considerada por muitos cidadãos como peça fundamental apenas para os nossos governantes. Muitos não sabem nem ao menos em que se consiste exatamente a política, que está em quase tudo que fazemos.
Em uma aula que tive discutimos política e eu percebi que grande parte da minha turma não sabia ao certo o que poderia ser política, inclusive eu. Para entender melhor utilizo alguns trechos do livro "Política: quem manda, por que manda, como manda" de João Ubaldo Ribeiro.
No livro ele afirma que política é "um jogo de poder - a negociação para se obter uma decisão qualquer - está em toda parte, na conduta humana". Ou seja, quando brigamos com os pais por acharmos que devemos ir à uma festa, estamos tentando mudar um comportamento que é estabelecido por algumas leis. Estamos fazendo política.
Quando resolvemos votar nulo, ou simplesmente ignorar o que os nossos governantes fazem, não estamos sendo apolíticos, estamos simplesmente sendo comodistas, como afirmou João. "Quando alguém diz que não liga para política está naturalmente exercendo um direito que lhe é facultado pelo sistema político em que vive. Ou seja, em última análise, está sendo um político conservador , não vê necessidade de mudanças".
Portanto, quando você aceita tudo que lhe é colocado, está exercendo um direito seu. Está sendo favorável ao governo.
Quando você corre atrás e não aceita alguma norma da sociedade, também está sendo político, mas um contra. Portanto, todos nós somos seres políticos e utilizamos muito da política para nossa convivência na sociedade.

Direita x esquerda
As expressões: "ele é de direita" ou "fulano é de esquerda" são usadas atualmente de maneira incorreta. Veja porque: Direita e esquerda eram termos usados na Revolução Francesa que designavam cada um dos representantes da Assembleia. Quem se sentava a direita representava os grandes aristocratas e burgueses, que tinham o interesse em manter o país no mesmo estado que estava (por isso usava-se o termo conservador como sendo sinônimo de direita). Quem era contrário geralmente sentava-se a esquerda, associando-se assim revolucionários com esquerda.
A maioria dos estados apresentam uma desigualdade de renda e a direita (classes mais abastadas) não têm interesse em mudar a situação do país e prega pela não intervenção do estado na economia. Apesar disso não é correto usar os termos direita e esquerda pois nos partidos políticos há de tudo e os ideais se modificam. Um exemplo é o Fernando Henrique Cardoso que era considerado de esquerda até assumir a presidência. A verdade é que grande parte dos partidos que estão no poder hoje em dia são Centro, tendendo um pouco para a esquerda ou para a direita, sem uma definição clara.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Fazer estágio é necessário para a formação

Fazer uma faculdade é sem dúvida essencial para a formação de qualquer pessoa. Ela ajuda a construir um futuro melhor, ajuda no aprendizado, além de permitir salários mais altos. Apesar disso, estagiar ainda é a melhor forma de entrar no mercado e aprender o que nenhuma faculdade ensina.
Nenhuma faculdade de Jornalismo vai te ensinar a encontrar sua fontes. Essas você só terá quando entrar de cabeça e começar a procurar e fazer amigos. Com o tempo o estudante vai percebendo o quanto os seus contatos aumentaram e o quanto é necessária uma agenda maior, sempre. Afinal, o tamanho nunca é suficiente.
Nenhuma faculdade vai te ensinar a fazer perguntas provocantes que te rendam uma boa matéria, isso somente no dia-a-dia (principalmente com políticos) de um estágio irá ocorrer.
Uma faculdade, por melhor que seja, não vai te conferir a agilidade necessária para o jornalismo atual. Enquanto estuda você tem uma semana para fazer uma matéria, na realidade você tem um dia para fazer 4 ou até 5 matérias. Só a prática lhe dará essa rapidez.
A facul não lhe ensinará como fazer os melhores ângulos, somente com a experiência você aprenderá o que fotografar, de onde fotografar e qual foto usar.
Por esse motivo defendo sempre a necessidade de um, dois, três, o máximo que você conseguir de estágios! Cada um vai te ensinar uma coisa, vai te acrescentar em algo, e ainda vai lhe ajudar na escolha da área a ser seguida.
O estágio é importantíssimo, mas a faculdade não pode ser deixada de lado. O bom mesmo é aliar a teoria da faculdade, à prática de um estágio!

Defendo a necessidade do diploma em Jornalismo!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

30 dicas para escrever bem

Estas são algumas pequenas dicas que podem ajudar e muito a escrever o seu texto. Utilize-as sempre =)

1. Evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
3. Anule aliterações altamente abusivas.
4. não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.
5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
8. Evite o emprego de gíria. Ninguém merece isso, mesmo que pareça maneiro, valeu?
9. Nunca use palavras de baixo calão, porra! Elas podem transformar o seu texto numa merda.
10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.
11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: “Quem cita os outros não tem idéias próprias”.
13. Frases incompletas podem causar
14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.
15. Seja mais ou menos específico.
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
17. A voz passiva deve ser evitada.
18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação
19. Quem precisa de perguntas retóricas?
20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
22. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las-ei!”
23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
24. Não abuse das exclamações! Nunca! O seu texto fica horrível!
25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separa-lá nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.
27. Seja incisivo e coerente, ou não.
28. Não fique escrevendo no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade - e esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo.
29. Outra barbaridade que tu deves evitar é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo!
30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá agüentar, já que é insuportável o mesmo final escutar o tempo todo sem parar.

Obs: Dicas retiradas do blog do Felipe Alveoli

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Cultura e sua influência na sociedade

Reproduzo abaixo o texto produzido para a aula do nosso digníssimo professor Bernardo Rodrigues. A grande reportagem foi feita por mim, Camila Brant e Evandro Massa. Esperem que goste, essa foi a primeira matéria que fiz dessa forma, um pouco mais literal. Esse é mais um dos inúmeros jeitos de se produzir notícia e informar a sociedade.

Lágrimas

2004. As lágrimas não paravam nos olhos; elas teimavam em descer mesmo quando não havia mais vontade. Apesar do sentimento de revolta, a tristeza era grande, afinal não era fácil perder um pai, mesmo quando ele não parecia ser o mais adequado

A forca

Na tarde daquele dia Ronaldo chegara bêbado, como sempre. Qualquer movimento ou palavra mais brusca de Maria José Trindade poderia provocar a fúria daquele homem que estava habituado a bater. Aquela seria a última vez que colocaria as mãos na doce pele da esposa.
Com golpes na cabeça, aparentemente sem motivo, Maria ficou ferida. Ronaldo Júnior, com 13 anos, também sofreu duros golpes naquele dia, mas finalmente resolveu revidar, afinal era muito doloroso ver a sua mãe querida sofrer.
Com bastões e pedras o menino parou as agressões do pai. Ronaldo pai, de tão decepcionado preparou a forca. Ronaldo Júnior correu. Ao invés de beber ou se drogar, parou na secretaria de cultura.

O velório

Lenir de Castro acolheu o menino como uma mãe. Apesar dos 13 anos Ronaldo parecia uma criança aninhada no colo da gestora do projeto Fazendo Arte. Ele deixou-se convencer. Iria ao velório.
“A Lenir me fez entender que era necessário despedir do meu pai” declarou o menino que não mostra ressentimentos já que o pai era o que mais o apoiava no projeto. “Ele vendia pipoca no circo, mas o que ele queria mesmo era estar dentro do picadeiro, por isso nunca pensou em fazer o menino desistir” revelou a gestora.

O pré-vestibular

Ronaldo está tenso. Fez a prova para conseguir entrar no pré-vestibular popular e tentar um concurso. Júnior sonha atualmente em entrar na Polícia Militar, afinal quer ajudar as pessoas a terem um futuro e não repetir o que viu em sua infância.

O projeto

Ronaldo entrou no projeto Fazendo Arte aos 7 anos e desde então sua professora, Vânia Ordones, percebeu uma boa desenvoltura do garoto. Logo depois ele fez sua primeira peça da qual não esquece: “Criança é vida, depois disso percebi toda a magia do projeto”. Após os elogios dos patrocinadores decidiu nunca mais abandonar aquele local que o fazia tão bem.
Ele contou que os aplausos eram a maior recompensa pelo trabalho. “A maioria das pessoas daqui são carentes e assim que entram no projeto percebem o quanto ele irá mudar a vida deles” explicou Ronaldo.
Lenir acrescentou que o Fazendo Arte emociona-a a muito porque ele permite que crianças como Ronaldo, que não tinham uma perspectiva de futuro, tenham acesso à cultura. “Eu via meus amigos com armas e drogas na minha frente, mas nunca pensei em usar porque a Lenir cuidava de mim de perto, e não deixava eu nem olhar para o lado” afirmava o adolescente.
Ronaldo pensa em entrar para PM enquanto seus antigos amigos estão presos, drogados pelas ruas ou mortos. A arte se apaixonou por Ronaldo e permitiu que se tornasse um adolescente bom, com o pensamento na cultura e não em brigas ou armas, “eu não tenho tempo de pensar besteira”.

A unidade

Imagine um bairro carente onde as coisas ruins que geralmente vemos na televisão acontecem. Imagine um local que a PM considera zona vermelha. Imagine o bairro Terra Azul. Agora imagine um projeto de inclusão social no meio disso tudo.
Professores como Sandra Figueiredo de Araújo as vezes não podem dar aulas porque há traficantes nas ruas trocando tiros com os policiais. “Apesar disso os próprios bandidos protegem a escola porque vêem o quanto o Fazendo Arte é importante para a formação dessas crianças” analisou emocionada a gestora. A sede do local não tem uma pichação nem nada que indique atos de vandalismo.
O projeto abriga atualmente 1.700 alunos que participam de várias atividades como teatro, jazz, ballet, hip hop, capoeira, flauta doce, violão, viola caipira, artes plásticas e contação de histórias. Ronaldo escolheu o teatro para mudar a sua vida e de toda a sua família, já Bianca, que estudou no projeto com o rapaz, escolheu o ballet e agora dança numa escola profissional através de uma bolsa que ganhou por causa do seu talento.
Bianca de Souza começou tocando flauta e logo logo entrou para o balé ett. Bianca sempre foi uma garota muito esforçada, sempre acreditou nos seus sonhos, e por ai não parou.
Os dois fizeram uma grande apresentação no final do ano que mudou as suas vidas, apresentando a peça Consciência Negra.
Ela possui várias fitas e dvds de festivais que apresenta. Ela cursa o 3º ano e possui as melhores notas, sempre freqüente e atenciosa em tudo o que faz. Além da escola, Bianca participa da academia de dança durante a tarde, onde treina, faz vários ensaios e prepara as aulas que dá na parte da noite.
A mãe da garota, Aparecida de Souza, cortava calças jeans para transformá-las em sapatilhas. Além disso, confecciona as roupas da filha e dos amiguinhos para as grandes apresentações de final de ano. ‘’Sempre apoiei minha filha desde o início, tenho muito orgulho de ser sua mãe, sempre quando Bianca entra no palco me emociono” observou orgulhosa a mãe coruja.

Recuperação

Júnior está em recuperação. Ele não conseguiu mostrar aos professores o que sabia e por isso terá que fazer uma última prova para conseguir passar de ano. O resultado sai e por total surpresa dos professores, ele fechou a prova. Eles questionam Ronaldo já que durante todo o ano ele não soube nada do que escreveu no último exame. Ele explica: tudo que eu coloquei aí aprendi esses dias no projeto.

Despedidas

O garoto foi para o projeto imaginando que aquela poderia ser a última vez que estaria ali. Ele andava pelas ruas solitário e pensativo, afinal o que seria da vida daquele menino sem o teatro, os amigos, sem a Lenir?
Quando chegou no Fazendo Arte foi correndo conversar com a gestora e se despedir, não poderia ir embora antes de agradecer tudo que a sua segunda mãe havia feito para ele. Mais uma vez ela ajudou o menino.
Lenir o ajudou conversando com a sua família e mostrou para a mãe de Ronaldo como o projeto havia mudado a vida daquela família. Maria parou de ouvir os conselhos dos irmãos e decidiu deixá-lo naquele projeto que o fazia tão feliz, e a deixava tão tranqüila. “Os pais deixam esses meninos nas ruas na ociosidade e por isso tanta coisa ruim acontece com as crianças. Mas aqui no projeto eles ficam tranqüilos e sabem que logo depois que as oficinas acabarem terão seus filhos de volta para casa, porque é exigência que eles retornem ao lar assim que saírem daqui. Se quiserem sair depois tudo bem, mas nós nos responsabilizamos com a segurança deles” explicou Lenir.

Mãezona

“Eu tenho um amor inexplicável por esta que é a minha segunda mãe” Ronaldo Júnior.
“Lenir de Castro é uma mulher maravilhosa e batalhadora, sem ela esse projeto não existiria” Sandra Figueiredo.
‘’Se eu estou onde estou e pelo apoio que sempre Lenir me deu,agradeço todos os dias a Deus por ter colocado esta grande mulher no meu caminho.’’Bianca de Souza

Despedidas 2

Durante um ano Ronaldo Júnior foi multiplicador do projeto. “As pessoas que estão no projeto e se destacam viram multiplicadores, ou seja, trabalham junto com os professores na sala de aula ajudando no que for necessário. Ganham pouco, mas se sentem valorizados” afirmou Lenir.
Assim que completou 18 anos teve que sair do Fazendo Arte e dar oportunidade para que outras crianças pudessem entrar em seu lugar. Era hora de se despedir e trabalhar.
“Quando tava virando adolescente, naquela fase crítica, eu pensei em sair do projeto porque a Lenir tava muito chata, mas ela sabia pegar nos meus pontos fracos, e até hoje agradeço a ela por não ter me deixado sair” observou Júnior que tinha a certeza de que se saísse iria pirar, hoje ele acredita ter uma cabeça boa e com valores.

Chacota

“Na minha sala eu era motivo de piadinhas porque eles achavam que um homem não poderia fazer teatro e muito menos dançar. No dia que eles me viram no palco passaram a demonstrar respeito por mim, até na forma com que as pessoas olham para mim o projeto influenciou” contou Ronaldo.
Quando era menor foi chamado para atuar na peça Romeu e Julieta. Ele tinha técnica suficiente para fazer o papel principal e queria muito atuar como Romeu, mas seus amigos disseram que este deveria ser branco. Ronaldo não entendeu muito isso na época, hoje abomina o preconceito e deve isso ao projeto.


Oportunidade

A magia do novo não intimidou Ronaldo. Apenas fez com que em seus 13 anos de idade, fosse despertada a necessidade de um olhar diferente e observar a oportunidade escancarada à sua frente.
O Projeto Fazendo Arte foi o caminho para conhecer uma nova forma de cultura. “A pessoa pode até não gostar, mas ela tem que ter a oportunidade de conhecer algumas formas de arte que muitas vezes não aparecem na televisão”, explica Bernardo Rodrigues, Secretário da Educação de Divinópolis que defende uma política cultural que respeite as diversidades através de um equilíbrio entre o que é de interesse das mídias e o que é interessante para as pessoas.
Milhares de “multiplicadores anônimos” estão espalhados por diversas regiões justamente por terem descobertos neles mesmos uma identificação com a própria arte.


Cultura e Desenvolvimento

Aliado a projetos como o Fazendo Arte esta a Política Cultural, que em uma dimensão cidadã, visa a inclusão social, desenvolvimento humano, cidadania, promoção, contribuindo também para o fortalecimento da economia. É o que garante Bernardo Rodrigues quando cita o exemplo de Divinópolis que recebe recursos financeiros através da Lei do Incentivo à Cultura. “São milhões de reais que aparecem por lei municipal, estadual e federal de incentivo a cultura e isso garante um aquecimento e geração de renda bastante significativo ao município”. Em um exemplo simples, um projeto relacionado a eventos como shows de música, consegue beneficiar diretamente uma média de vinte pessoas, isso sem falar dos diversos seguimentos indiretos como restaurantes, hotéis, empresas de transporte, técnicos de som. Uma movimentação financeira considerável, isso apenas por um exemplo de atuação da política cultural.

Política Cultural

Ronaldo conseguiu entender melhor na prática o que muitas pessoas acreditam existir só na teoria. Quando resolveu dispensar a apresentação para não conhecer os dragões das nuvens e viagens alucinantes, deixou o novo invadir sua vida. Através do projeto, conheceu oficinas de música, teatro, dança, arte, aprendeu a se comunicar melhor, ou seja, uma completa interação e integração com a sociedade.
Uma boa política cultural preza por esse tipo de incentivo e sabe que o resultado é a longo prazo.
Ronaldo é esse exemplo.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Dica de jornalismo 1

Olá querido leitor. Estou hoje aqui para começar com uma série de dicas para os iniciantes no jornalismo. Eu ainda sou uma iniciante, mas tenho aprendido muito a cada dia e quero dividir isso com vocês!
Hoje quero destacar a importância de sempre se andar com uma câmera, um papel e uma caneta! Parece um conselho simples, mas é ele que te proporcionará um furo.
Flagrar um acidente, um assalto, qualquer coisa é necessário para o bom desempenho de um jornalista. E mais necessário ainda é provar o que aconteceu, e por isso a câmera é essencial.
Em relação ao papel e a caneta coisas surpreendentes podem acontecer em qualquer lugar. Vou dar um exemplo: no ano passado estava viajando para a nossa capital quando um senhor sentado ao meu lado começou a puxar papo. Eu dei trela e chegamos numa matéria em que ele denunciava que remédios genéricos estavam mais caros do que os originais. =) tudo porque tinha um papel e uma caneta e pude pegar o depoimento dele ali mesmo, passando endereço para o envio das posteriores provas.
Portanto meus queridos, papel, caneta e câmera devem ficar sempre ao seu alcance!

Ps: hoje gostaria de agradecer a minha querida Carol, que edita os textos no Jornal Gazeta do Oeste. Ela acaba de me incentivar ainda mais, elogiando meus textos, afirmando que eles estão cada dia melhores. É isso que me faz amar a cada dia mais a minha profissão! #jornalismo!