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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

URA baixa ainda mais e deixa divinopolitanos assustados

Aconselhável pelo Ministério da Saúde é de 60%, mas tendência é que esse índice seja atingido apenas na quinta-feira

Jessica Riegg

Uma forte massa de ar seco está paralisada por toda a região Sudeste, reduzindo a Umidade Relativa do Ar – URA – e aumentando as temperaturas. Esse clima seco vem trazendo sérios prejuízos à população que já possui problemas respiratórios. A previsão é de que amanhã esse índice tenha uma significativa melhora, sem ainda atingir o preconizado pelo Ministério da Saúde – MS.
De acordo com o metereologista, Claudemir de Azevedo, a umidade baixou no último fim de semana, chegando a 25% e aos 31ºC e deixando o tempo estável em toda a região. A probabilidade é que a partir de amanhã a umidade aumente, chegando a 50% na parte da tarde, 80% na parte da manhã e reduzindo novamente as temperaturas.
- Há uma frente fria chegando no Rio de Janeiro que deve auxiliar nesse clima e aumentar a umidade relativa – explicou Claudemir.
Segundo o metereologista, essa diferença de URA se deve ao fato de que a noite a temperatura é mais baixa e favorece assim uma umidade mais alta.

Vinicius Luz


Saúde

A população se preocupa cada vez mais com esse baixo índice de umidade. Um exemplo é a dona de casa Clarice Ribeiro, que tem quatro filhos, sendo dois menores de cinco anos. Ele não sabe mais o que fazer para que os pequenos não peguem mais tantas doenças comuns desta época do ano, como resfriados e gripes e voltarem a apresentar sintomas da sinusite.
De acordo com o otorrinolaringologista, Rodolfo Ribeiro, essas implicações acontecem em decorrência do ressecamento da via aérea superior, prejudicando o nariz e a garganta. Esse ressecamento provoca desconfortos, dores, pigarros e tosses.
- Esse clima seco predispõe o corpo humano a doenças como sinusite, rinite, faringite e tosses crônicas – explicou Rodolfo.
Para reduzir os problemas causados pelo clima, o otorrino recomenda pequenas coisas que podem ser feitas: aplicação de soro fisiológico com seringa ou conta-gotas que umidifica e lava as vias aéreas; inalação de vapor; maior ingestão de água para garantir que o corpo não fique desidratado. Rodolfo lembra que apesar de não estar muito quente é essencial que os adultos tomem pelo menos um litro e meio de água diariamente, o que dá cerca de 10 copos.
- Para as crianças, o mais correto é observar a coloração da urina. Se estiver escura, ela precisa consumir mais líquido. Essa observação serve também para os adultos – frisou.
Para ajudar no processo, é possível também colocar uma bacia com água dentro, de preferência quente, para que o ambiente seja umidificado. Através dessas simples dicas é possível reduzir os impactos deste clima seco.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Divinópolis registra média de umidade relativa do ar de 24%

A umidade relativa do ar em Divinópolis está na média de 24%, uma porcentagem considerada baixa. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) esse é considerado um estado de alerta. Essa umidade é causada pela frente seca que se instalou na região e pelo efeito La Niña, e deve durar até outubro.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), índices de umidade relativa do ar inferiores a 30% caracterizam estado de atenção; de 20% a 12%, estado de alerta (no qual se enquadra Divinópolis); e abaixo de 12%, estado de alerta máximo.
De acordo com o observador metereológico, Marius Costa, a massa de ar seco tende a manter a umidade relativa do ar baixa, mas com o efeito do La Niña a umidade fica ainda mais baixa. “O efeito agrava ainda mais a situação e retarda a chegada das chuvas” explicou.
Ele acredita que as chuvas devem chegar na cidade apenas em outubro com a chegada de uma frente fria na região. “Chuvas intensas são esperadas, através de pancadas e chuvas que chegam a durar uma semana como em 2008” observou Marius.
Perguntamos se há possibilidade de grandes quantidades de chuvas que ocasionariam novas enchentes, Costa afirmou que cada vez mais fenômenos atuam no ciclo chuvoso e que isso pode mudar o contexto. “Mas não devemos descartar essa possibilidade a partir da segunda quinzena de outubro” alertou o observador.
Marius frisou que quanto mais o tempo está seco mais é difícil de chover porque a frente seca “expulsa” a frente fria, que para a nossa região, geralmente trás a chuva.
Por causa dessa frente seca as temperaturas se elevam a cada dia, podendo chegar a 33º C na próxima semana. As temperaturas noturnas também se elevaram e não devem reduzir os 10º. “Frio intenso só no ano que vem e muito calor vem por ai. Acho que as pessoas sentirão saudade do frio” brincou o observador que aguarda um verão bem quente e úmido.
Os principais efeitos da baixa umidade são secura na garganta e nos olhos e problemas respiratórios. Na prática, quanto mais grave o estado decretado, maior a probabilidade de incidência de doenças respiratórias. Para aliviar a “secura” os especialistas recomendam beber bastante líquido, usar um vaporizador e na falta deste, um balde com água no quarto e toalhas molhadas próximas as camas.

La Niña
La Niña é o nome dado para designar um fenômeno climático que ocorre em decorrência do resfriamento (em média 2°C ou 3°C) anormal das águas superficiais do oceano Pacífico, especialmente na parte centro-oriental. Esse fenômeno gera profundas mudanças na dinâmica da atmosfera, fator que interfere diretamente nas características climáticas do mundo.
No Brasil, a La Niña é percebida principalmente por causar: passagens rápidas de frentes frias sobre a região Sul, diminuição da temperatura na região Sudeste, chegada de frentes frias ao nordeste durante o inverno, aumento nos índices pluviométricos no leste e norte da Amazônia, entre outras interferências climáticas menos representativas.
A La Niña acontece em intervalos que oscilam entre 2 e 7 anos, com uma duração de aproximadamente um ano.